Alunos: Gabriel
S. Nogueira nº 13 7ºC
Victor F. Sant’Ana nº 20
7ºC
Budapeste, 22 de março de 1889.
Prezado Nemecsek,
Hoje recebi a notícia de sua
insubstituível perda. Peço minhas humildes desculpas, principalmente pelo
incidente no Jardim Botânico, quando o fiz mergulhar na água fria do tanque,
foi muita ousadia da minha parte. Sinto-me desonrado por ter, de certa forma,
acelerado sua lamentável morte.
Sinto-me pior ainda por perder uma
pessoa de caráter tão honrado. Sua coragem era de tamanho inestimável. Isso foi
comprovado quando você foi sozinho aos arredores da nossa fortaleza e penetrou
no nosso arsenal e ainda, de modo clandestino, subiu em uma árvore e escutou
nossa conversa.
Você, meu rapaz, é leal como um
capitão ao seu navio. Quando pela primeira vez convidei alguém para entrar para
o clube, você recusou o convite por lealdade ao ground. Também quando o
mergulhamos no tanque, você nos ensinou uma lição de moral quando preferiu o
mergulho à traição, e depois voltou com altivez ao ground.
Também me ensinou o que é compaixão,
quando me contaram que você disse ao pai de Géreb, apenas para poupar o filho
da cólera do pai, que o seu filho não era traidor.
Essas são apenas poucas das obras
que você realizou em vida, Ernesto Nemecsek, meus pêsames.
