7º ano – Narração
Felipe era um menino que não tinha amigos na escola e que vivia muito isolado. Mas aconteceu um fato que deu início à aproximação entre ele e seus colegas de classe. Diga que fato foi esse e narre como tudo aconteceu. Conte os motivos pelos quais Felipe não conseguia se enturmar, quem o ajudou e o que ele aprendeu com os novos acontecimentos de sua vida.
Todo mundo tem defeito
Mariana Akemi Shirakawa – 7º A
No dia seguinte, um menino chamado Paulo, que era amigo de quase todo mundo na escola, notou uma criança sozinha em um canto. Ele se aproximou disfarçadamente e viu uma tristeza tão grande nos olhos de Felipe, que se lembrou de um fato que ocorrera em seu passado e do qual ninguém sabia. Paulo se aproximou e perguntou, com uma voz doce:
- Qual é o seu nome? Meu nome é Paulo.
Mesmo quando Paulo foi falar com Felipe, ele continuou meio triste, e respondeu:
- Meu nome é Felipe...
Paulo notou que nada adiantou, e disse:
- Por que não brinca com as outras crianças?
Felipe ficou à beira das lágrimas, porém não chorou e respondeu:
- Porque ninguém quer brincar comigo, e eu não sei o porquê. E também não sei por que você veio falar comigo, você tem muitos amigos, ao contrário de mim, que não tenho ninguém.
Paulo disse numa voz reconfortante:
- Eu nem sempre tive amigos, há um tempo atrás eu também vivia sozinho, porque ninguém queria ser meu amigo. Eu vim falar com você, porque eu sei como dói ver todo mundo brincando e você ficar sozinho sem ninguém. Eu tive que mudar de escola cinco vezes, porque eu não tinha amigos e comecei a entrar em depressão.
Felipe disse, chorando:
- Obrigado por vir falar comigo.
Paulo deu um sorriso e disse feliz:
- Agora enxugue essas lágrimas e vamos brincar!
Felipe enxugou as lágrimas e foi junto com Paulo brincar, mas um dos amigos de Paulo, Gregory, falou que ninguém queria brincar com um monstro. Paulo ficou furioso e falou:
- Gregory, eu não sei por que eu era seu amigo, mas agora que eu sei porque você não é.
Todos ficaram perplexos, ninguém nunca falara assim com Gregory, mas ao mesmo tempo ficaram admirados. Gregory ficou indignado e disse:
- Você é um tolo por ficar com ele ao invés de mim.
Paulo continuou firme e disse:
- Posso até ser um tolo, as prefiro ficar com alguém que não é preconceituoso. Todo mundo tem defeitos que não podem ser mudados, todo mundo tem problemas, até mesmo você, Gregory.
Paulo deu as costas para Gregory, e todos os amigos dele fizeram o mesmo e foram brincar com Paulo e Felipe. Nesse dia, Felipe descobriu que sempre tem uma saída.
Renunciado
Alexandre Takahiro Oshima - 7A
Todo mundo precisa de um amigo, para conversar, mostrar suas opiniões sobre o que aconteceu no outro dia, contar piadas, enfim, coisas de amigo. Enfim, todo mundo precisa de um amigo, mas Felipe não tinha nenhum. Não que ele mesmo não quisesse, mas simplesmente não conseguia. Por quê? Ele mesmo não sabia direito.
Para entender melhor o que aconteceu, vamos voltar no tempo alguns anos: naquele tempo, Felipe tinha feito alguns amigos, não muitos, mas eram seus amigos. Até aí estava tudo bem, mas tudo mudou quando aquilo aconteceu, da noite para o dia. Felipe sumiu, não voltou para casa, não foi para a escola, seus pais procuraram-no, mas não o acharam. Quando já estavam perdendo as esperanças, Felipe foi encontrado inconsciente e seriamente machucado, como se quem quer que fosse aquele que o sequestrara, tivesse feito isso só para torturá-lo. Com o tempo, essa história foi passando de boca em boca e, a partir daí, criaram um boato segundo o qual quem ficasse muito tempo com ele seria sequestrado também, e passaria pelas mesmas coisas por que Felipe passou. Assim, as pessoas passaram a evitá-lo, com medo.
Parecia que as únicas pessoas que estavam do lado dele, que não tinham medo dele, eram os próprios pais. Depois daquele acontecimento, Felipe tentou ao máximo fazer amizades, mas não conseguiu. Após anos de frustração e solidão, Felipe acabou desistindo, não sabia mais a razão de viver, e se tornou uma pessoa fria.
Um certo dia, entrou na escola um aluno novo, na verdade, eu. Eu entrei na sala e olhei para a classe, havia várias carteiras vazias, mas havia um menino isolado num canto, e não tinha ninguém perto dele, com pelo menos uma carteira de distância, achei isso esquisito. Escolhi minha carteira e me sentei. O professor até me perguntou se eu não queria sentar em outro lugar, mas respondi: “Não, eu quero sentar aqui”. Naquele dia eu não sabia, mas estava sentado ao lado do tal garoto “amaldiçoado”.
Depois de alguns dias, descobri sobre o menino ao meu lado. Ele se chamava Felipe e tinha sido “amaldiçoado”, mas não me abalei nem um pouco, até senti pena dele. Sempre tentei conversar com ele, mas sempre me ignorava ou respondia: “É melhor não chegar muito perto”. Mas não desisti, até que um dia ele respondeu outra coisa: “Tem certeza que quer ser meu amigo?”, fiquei feliz. Eu também não tinha amigos antes e foi esse o porquê de eu ter mudado de escola, Felipe era como eu, só que sofrera mais.
A partir daquele dia, toda vez que aparecia um novo aluno, tentávamos trazê-lo para nosso grupo, desse jeito ficamos com vários amigos, e o resto da classe ou esqueceu aquele acontecimento ou, se ainda se lembravam, não conseguiam acreditar que um menino tão cheio de amigos poderia ser “amaldiçoado”. E aquela classe, triste e sombria, com medo, se transformou completamente.
Felipe e até eu aprendemos: nunca, nunca devemos desistir do que queremos.
A história de Felipe
Mariana Akie Nishimura Murata – 7º B
Havia um menino que se chamava Felipe, ele era alto, magro e revoltado, pois perdera seu pai em um acidente de carro. Como era revoltado pela morte de seu pai, Felipe aprontava com os colegas e professores, que não aguentavam mais as suas travessuras.
Certo dia, no meio do ano, entrou uma aluna nova que parecia ser legal, ela conversava com todos e os respeitava. Depois de uns dias, ela percebeu que ninguém falava com Felipe, pois ninguém gostava dele por causa de suas travessuras. A menina ia conversar com ele e uma amiga dela falou:
- Não vá conversar com ele, ele é muito chato, Gabriela.
- Não importa, vai que ele precisa de ajuda e não tem com quem falar.
- Se você for conversar com ele, você, Gabriela, não será mais minha amiga!!!
- Tudo bem, a sua amizade não vai me fazer falta!!!
Gabriela foi conversar com Felipe e todos ficaram surpresos por Gabriela não ter obedecido a Carla. Gabriela chegou e falou:
- Oi, tudo bem, Felipe?
- Oi, tudo, como você sabe o meu nome?
- Porque todo mundo fala o seu nome.
- Ah tá, o que você veio fazer aqui?
- Conversar com você, eu vejo que você sempre está sozinho e pensei que precisasse de uma amiga para conversar. Por que você trata as pessoas mal, o que elas te fizeram?
- Eu só trato as pessoas mal, porque meu pai morreu e não sei como lidar com isso.
- Você se afasta dos seus colegas por causa das suas travessuras.
- Eu não queria tratar as pessoas mal, mas eu não consigo.
- Se você quiser, Felipe, eu te ajudo.
- Ok!!! Eu quero a sua ajuda.
No dia seguinte, os dois chegaram juntos à escola e todos ficaram surpresos, pois Felipe estava sorrindo, conversando e dando risada. Quando chegou o recreio, Felipe foi para o seu canto comer sozinho. Gabriela viu o amigo sozinho e falou:
- Felipe, vem comer com a gente...
Felipe foi indo meio sem graça com os colegas e perguntou:
- Posso ficar com vocês mesmo todos os dias?
- Claro que pode, mas só se você parar com as travessuras.
Todos ficaram felizes de ganhar um novo amigo. Quase todo dia, Felipe vinha à escola acompanhado dos amigos, depois de um tempo, Felipe percebeu que ter amigos é melhor que não ter amigos e assim ele percebeu que os amigos e as amigas que andavam com ele eram amigos de verdade.